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11 de fevereiro de 2008

águas paradas



Quando coloquei este post no meu outro blogue achei que tinha descoberto uma coisa do outro mundo. Afinal mamã que é mamã já a conhece, há séculos, e ainda possui vários modelitos da dita loja.

Quando me apercebi disto senti-me abatida. Não por deixar de trazer uma novidade a quem me lê, mas por perceber, mais uma vez, que afinal ando fechada dentro de uma caixinha. É assim que me sinto há já algum tempo. Saio tão pouco, convivo tão pouco, passeio tão pouco que a sensação que tenho é que estou a milhas de distância de tudo o que é actual. Há quanto tempo não vou a um cinema??? Honestamente, não me lembro!! Há quanto tempo não visito uma exposição, ou um teatro ou um concerto, ou leio um jornal ou, ou, ou.

Dizem vocês : Mas tu és mãe de um bebé. Pois, mas esta inercia instalou-se há já algum tempo. Antes mesmo de eu engravidar. Penso até que o nascimento do Rodrigo me trouxe mais contacto com certas coisas.

Sinto-me desactualizada. Longe, muito longe do que fui um dia.

Longe da vida activa e social que tinha, da vontade do saber e conhecer.

Sinto-me numa fase de transição. Sinto necessidade de mudar muita coisa na minha vida.

Só não sei por onde começar.


26 de janeiro de 2008

Estes sábados

Gosto do sábado. Neste dia fico sempre com a sensação que estou de férias para sempre. A minha negação relativamente ao trabalho é tão grande que me esqueço totalmente da semana que está por vir. Quando o sábado termina e me vou deitar, levo sempre uma angustia no peito (pelo menos ultimamente tem sido assim) porque sei que se avizinha mais um domingo.
Os domingos são dias imperfeitos. Feitos de almoços obrigatórios e que ao cair da noite nos estendem sempre a ponte para mais uma semana de horários impostos.

No entanto as coisas têm sempre uma razão de ser. E eu descobri que nestes últimos meses aprendi a dar mais valor aos momentos que tenho livres. Aproveito cada horinha do dia para respirar fundo e me sentir bem. Abençoada, até, pela sorte que me calha. E mesmo passando todos os domingos por uma angustia básica, sinto-me feliz por conseguir, a cada segunda-feira, ao entrar na escola, a mesma satisfação que sinto a um sábado de manhã.
Trabalhar todos os dias com o grupo que me calhou este ano não me custa nada. O que me custa mesmo é estar longe dele...

21 de janeiro de 2008

Estou

de volta...
quatro dias longe disto pareceu-me uma eternidade!!!
E parece que nos dias em que não posso vir aqui é quando tenho sempre mais coisas para contar. Coisas que com os passar dos dias perdem a sua espontaneidade... e que dias lindos temos tido.

11 de janeiro de 2008

Dias assim (...)

A duas horas de ir trabalhar... não me apetece nada... e ainda tenho a redução de horário até Abril. Quando tiver de entrar às 13h, vai ser bonito, vai!!

O que vale é que aquela gentinha minúscula preenche os meus dias...

21 de dezembro de 2007

Dias menos bons

Nestes dias tem-me invadido uma nostalgia tosca, aparentemente sem sentido. Uma dor aqui dentro e uma sensação de ser a pior pessoa do mundo. Há já muito que não me sentia assim. Ando cansada e sem vontade para fazer nada. Hoje saí à rua e numa tentativa de me sentir melhor fui arranjar o cabelo e pintar as unhas, estava a apetecer-me mudar a fachada mas não consegui manter de pé os alicerces. E quando vi o meu reflexo na rua chorei e pensei se algum dia vou aprender a gostar de mim. Talvez seja apenas um dia menos bom, talvez seja do cansaço extremo que tenho sentido. Hoje senti-me esgotada e tive uma quebra de tensão. Lido mal com o cansaço, muito mal. O cansaço é a raíz de todo o meu problema. Ou será o meu problema a raíz de tanto cansaço???

Enquanto caminhava pelas ruas sozinha e comprava coisas estúpidas, das quais não necessito, percebi que este ano não comprei presentes para ninguém. Comprei dois porque tive de os despachar para o estrangeiro, foi por obrigação e não por prazer como costumo fazer todos os anos.

Faz-me falta um amigo.

24 de novembro de 2007

Estes domingos

Estou numa daquelas fases menos boas, a deixar passar cá para fora a minha versão mais imatura.
Apetecem-me mimos e protecção. Não me apetece estar com pessoas que são, constantemente, desagradáveis comigo. Não me apetecem almoços de domingo com pessoas que praticamente não me olham na cara, com outras que me mandam bocas a torto e a direito e outras ainda que ora me abraçam, ora me ignoram (??) e me fazem regressar a casa quase todos os domingos de mau humor, triste e com a auto-estima no lixo. E consequentemente em conflito com o pai do meu filho...
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Amanhã apetecia-me um domingo diferente. Um domingo só meu, com pessoas que gostassem da minha companhia e me dessem o abraço de que tanto preciso...
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(lamechas, eu? naaaaaa...)

23 de novembro de 2007

Dias perfeitos

Gosto de dias assim.

Dias perfeitos são todos aqueles que se aproveitam de uma melhor forma depois de dois dias inteiros num hospital. Desejei tanto vir para casa ontem. E hoje estou aqui no conforto da nossa casinha a contemplar pela janela estas nuvens perfeitas, o dia luminoso e um palácio (lá mesmo ao fundo, no cimo da montanha).

Três dias seguidinhos a descansarmos em casa. Agradeço tanto por isto...

Dias "perdidos"

Tirei o dia para ficar em casa hoje. Já tinha avisado os meninos e respectivos encarregados de educação (na reunião que tive com eles na terça-feira) que iria estar ausente nestes três dias. Não volto a programar faltas, apesar deste dia, a pegar com o fim de semana, me estar a saber lindamente.
Hoje fui colocar o carro na renault para lhe fazerem a revisão dos dois anos (portanto, calhou que nem ginjas este dia sem carro) e lembrei-me ontem que segunda-feira tenho uma consulta no centro de saúde, marcada há já doi meses, às 5h30m da tarde... ou seja, na 2º feira vou trabalhar mas terei de sair mais cedo. Mais valia nem ir... enfim, são dias assim!

14 de novembro de 2007

Dias assim (5)

Lá na escola temos dois horários, o da tarde e o da manhã. Começo a perceber que existem dois grupos bem demarcados. As da tarde (grupo do qual faço parte, sem ter tido opção de escolha) acham que são mais más, mais alegres e bem dispostas e atropelam-se umas às outras (temos um homem lá pelo meio) "às cotoveladas", numa espécie de concurso, a ver quem diz mais asneiras veículadas por vozes completamente histéricas (ali não se fala, grita-se). Bom, se não é uma competição, parece!! A meu ver, as da manhã são mais queridas, mais calmas, mais unidas e mais bem educadas.

O histerismo e a falta de educação, que reinam todas as tardes naquela pequena sala de professores, dão comigo em doida.

7 de novembro de 2007

Dias assim (4)

Hoje o dia foi menos bom. Sei lá eu porquê...
Tive mais saudades do meu filho, custou-me estar nas aulas, sinto que me dou lindamente com as crianças mas que ainda não apanhei a carruagem deles e ainda não consegui adaptar-me ao método de trabalho que traziam de trás (e ao tentar introduzir o meu, fica uma grande trapalhada). Também há um sentimento de frustração por não conseguir chegar a todos, visto que tenho 4 níveis diferentes na turma. Não me consigo desdobrar. E o meu melhor é muito pouco para eles.
Sei que ainda estamos no início, e que daqui a umas semanas, então, posso fazer um balanço mais fiel daquilo que realmente se está a passar agora. Quero abraçar tudo ao mesmo tempo, mas só tenho dois braços.
Hoje recebemos uma menina nova na turma. E recebêmo-la muito bem. Todos cooperaram para a integração da nova colega que chegou agora dos Estados Unidos da América e que apenas escreve o primeiro e último nome...

Para além de toda esta solidariedade o que mais me agrada neste grupo é o sentido de humor. E como se a conhecessem de sempre olhavam para a colega recém-chegada e riam numa cumplicidade deliciosa. Adoro crianças bem-dispostas. Mesmo que isso implique dois ou três quartos de hora a tentar controlá-los, e um desgaste nas cordas vocais que eu já não lembrava ser possível.

30 de outubro de 2007

Dias assim (3)

Com o recomeço da minha actividade profissional posso dizer que, apesar de me custar muito estar separada do Rodrigo, sou uma privilegiada. É de todos os horários escolares o que mais me custa cumprir. As tardes rendem muito, as manhãs passam num instante. Mas tenho a sorte de poder demorar-me um pouco mais na cama e não ter de obrigar o meu filho a acordar e retirá-lo da cama de madrugada. O meu horário de entrada é às 14h15m (já com a hora de amamentação incluída) e por volta das 18h15m saio. A escola fica a 5 minutos da minha casa. O Rodrigo fica a 10.

Posto este cenário seria uma ingratidão lamentar-me.

( Não quer isto dizer que não ande partida aos bocadinhos cá por dentro, porque ainda assim, o piolho faz-me falta. Muita falta...)

21 de outubro de 2007

Dias assim (2)

Hoje tive um momento meu. E fiz uma das coisas que mais prazer me dá. Cantar. Sempre utilizei o canto como uma terapia. E hoje ouvi música. E cantei, muito alto. Sem medo que os vizinhos me ouvissem. E sem ter de me preocupar com o bicharoco, porque esse não estava.

A vida não se pode resumir a um filho. Fazem-me falta as pessoas e o convívio. E os meus momentos de pessoa única no mundo. Estou cansada de uma vida doméstica que não escolhi. Cansada, muito cansada. É como me sinto.

As noites, essas têm sido longas e perfeitas. Mas os dias... esses estão cansados de mim, e eu deles.

17 de outubro de 2007

Dias assim

Percebo que os dias estão mais pequenos quando, às sete da tarde, tenho de acender a luz para ver o que escrevo no computador.

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